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Março 08, 2007

O erro crasso do "Esquadrão G"












Um sucesso estrondoso nos States, um grande flop na Tugolândia...

O Esquadrão G é(ra) um programa com potencial, verdade seja dita, os portugueses não só são homofóbicos como precisam de alguma educação no que diz respeito a charme, maneiras, diplomacia e civismo.



Ora isto gera logo à partida duas resistências (não são frases minhas, vou generalizar nos dois seguinte pontos):


1 - Não são cinco "mariconços" que vêm para cá dizer a mim que sou macho o que são maneiras


2 - Se isto são maneiras dos "gays" então prefiro fazer exactamento o contrário para não ser confundido com esta escória





O erro... crass.. er... caro



A acrescentar a isto, e a meu ver, o erro híper-crasso do antigo director de programação da SIC, querer fazer deste excelente formato um programa "orientado para a família, pais e filhos a ver um programa educativo que promovesse os valores familiares" e, então meus amigozes, estando então o programa condenado logo à partida por esta pobre e saloia falta de visão.



Acredito que Francisco Penin aguente a penosa saga inicial dos 13 primeiros episódios apenas por respeito à Valentim de Carvalho, produtora do excelente programa, e onde este deu os primeiros passos que agora o levaram à direcção de programas da SIC, onde decepou sem piedade a "Sra. Dona Lady", e faz pairar a foice suspensa por um fio sobre muitos outros programas.


Mas divago...





Para ser um sucesso?


Quanto ao "Esquadrão G", para ser levado a sério, para já nunca, jamais e em tempo algum poderia ser um programa "para a família"! Erro, errado, foi-se, ou melhor, foice.



O Esquadrão G deveria desde logo apontar para solteirões no engate, homens a hesitar enforcarem-se - Homens com H, orientar-se para machos latinos e obstinados habituados a usar mulheres como objectos e a disfarçar que pretendem continuar a fazê-lo!




A solução




A polémica vende, a missa não, programas para a família têm que ser para cada indivíduo da mesma, porque família como indivíduo é coisa que já não existe como antigamente...



Deveria, na minha opinião, ser um programa a incentivar e ensinar mulherengos! Para tipos que passarem a olhar para estes "cinco maravilha" à séria e a ponderar melhores tácticas de como engatar gajas, como as fazer cair na cama ao ver a decoração, como lhes saltar para as cuecas confeccionando um prato exótico e como ser promovido imediatamente na empresa pela forma de vestir, usar o cabelo e barba e respectivos odores dos cremes exóticos e perfumes caros.



Só assim teriam as mulheres a ver por curiosidade para se vacinarem, ou para insultar os gajos, os homens a verem para sabem como as ter no papo ou vangloriarem-se de fazer melhor, os putos a verem para se fazerem às chavalas lá na escola, os gays com o seu "orgulho" de tudo saberem para impressionar tudo e todos sem complexos, e toda a família a discutir e ver em vez de bocejar e mudar para o Marcelo (meu favorito) ou a "Primeira Companhia"...



Grande erro saloio de "tonhó" armado em moderno mas fora de prazo.



Alguém se recusou a modernizar, e isto pode ter custado um grande programa, já a denotar a menos-"orçamentação" na qualidade de montagem, imagem, audio de background e nas próprias decorações e adereços de moda...



Pena... numa sociedade de preconceituosos isto só lhes aparentemente dá mais razão, aos preconceitos... pena.


Abraços,
AMR
(Heterossexual não homofóbico)













© Álvaro M. Rocha - Todos os direitos reservados.



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